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Resistividade elétrica e SEV em Uberaba: mapeamento geofísico para projetos seguros

A norma ABNT NBR 15935:2011 orienta as investigações geofísicas no Brasil e, em Uberaba, o cenário geológico do Triângulo Mineiro exige um olhar ainda mais atento. A cidade está assentada sobre rochas da Formação Serra Geral, com derrames basálticos intercalados a arenitos do Grupo Bauru, o que gera contrastes de resistividade elétrica que precisam ser interpretados com precisão. Nestes terrenos, uma Sondagem Elétrica Vertical mal calibrada pode induzir erros de locação de poços ou subdimensionamento de fundações. Muitos projetistas locais já combinam o dado geoelétrico com o ensaio de permeabilidade in situ quando o nível freático é uma variável crítica, ou cruzam os perfis de SEV com sondagens SPT para calibrar os modelos geofísicos com a realidade tátil do furo. Nosso laboratório segue os procedimentos da NBR 15935, aplicando arranjos Schlumberger e Wenner com injeção de corrente contínua, gerando modelos 1D e 2D que embasam desde projetos de captação de água até a análise de riscos em cavas de mineração na região.

A resistividade elétrica em Uberaba revela contrastes de até 10 vezes entre basaltos sãos e zonas fraturadas, um dado decisivo para a locação de poços e para a segurança de fundações profundas.

Metodologia e escopo

O clima tropical de altitude de Uberaba, com estação seca bem definida entre maio e setembro e chuvas concentradas no verão, afeta diretamente a resistividade elétrica dos solos superficiais. Durante a seca, a umidade do solo despenca, elevando os valores de resistividade aparente e exigindo correções nos modelos de inversão para não mascarar anomalias profundas. Já na estação chuvosa, os perfis ficam mais condutivos, favorecendo a penetração da corrente elétrica, mas também gerando ruídos em terrenos com argilas expansivas típicas dos basaltos alterados de Uberaba. Nossa equipe técnica programa campanhas de SEV preferencialmente em períodos de umidade intermediária, garantindo leituras estáveis. Para obras industriais no Distrito Industrial III, a integração entre resistividade elétrica e ensaio de placa em carga é uma prática recomendada: enquanto a geofísica revela a estratigrafia e zonas de fraqueza, a prova de carga direta confirma a capacidade de suporte do solo para as solicitações de projeto.
  • Profundidade de investigação: Atingimos até 200 m com abertura de eletrodos progressiva, ideal para aquíferos fraturados no basalto.
  • Resolução vertical: O arranjo Schlumberger oferece melhor definição de camadas que o Wenner em terrenos estratificados, como os derrames sobrepostos da Formação Serra Geral.
  • Interpretação: Processamento com software de inversão 1D e 2D, correlacionando com a geologia local e furos de sondagem existentes.
  • Relatório técnico: Emitimos perfis geoelétricos com seções interpretadas, tabela de resistividades por camada e recomendação de locação.
Resistividade elétrica e SEV em Uberaba: mapeamento geofísico para projetos seguros

Particularidades da região

O equipamento que levamos a campo em Uberaba inclui um resistivímetro com potência mínima de 200 W, quatro eletrodos de aço inoxidável e cabos blindados com isolação para 1000 V, além de um GPS de precisão para amarração topográfica dos centros de SEV. A maior fonte de erro não está no aparelho, mas no acoplamento galvânico com o solo: em áreas de pastagem sobre basalto alterado, a resistência de contato pode ultrapassar 5 kΩ, exigindo molhar os eletrodos com solução salina ou deslocar o ponto alguns metros. Pular essa etapa de verificação gera curvas de resistividade aparente com dispersão acima de 5%, inviabilizando a inversão. Outro risco comum em Uberaba são as interferências de redes elétricas de 13,8 kV que cruzam zonas rurais e induzem ruído de 60 Hz nas leituras — usamos filtro notch e empilhamento de pulsos para mitigar esse efeito. A ausência de calibração com uma sondagem mecânica próxima também pode levar a ambiguidades na interpretação, especialmente quando lentes de arenito saturado apresentam resistividade similar a zonas de basalto fraturado.

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Marco normativo

ABNT NBR 15935:2011 – Investigações geofísicas de superfície – Procedimento, ABNT NBR 7117-1:2020 – Medição de resistividade elétrica e polarização induzida – Parte 1: Arranjos eletródicos, ABNT NBR 6122:2019 – Projeto e execução de fundações (para correlação com parâmetros geotécnicos)

Outros serviços relacionados

01

Sondagem Elétrica Vertical (SEV)

Perfilagem 1D da resistividade em função da profundidade. Ideal para identificar aquíferos fraturados no basalto e delimitar o topo rochoso para fundações.

02

Imageamento elétrico 2D (caminhamento elétrico)

Seções de resistividade ao longo de perfis com até 300 m de extensão. Aplicado em estudos de estabilidade de taludes e detecção de cavidades em áreas de mineração.

03

Ensaio de polarização induzida (IP)

Mede a cargabilidade do subsolo, auxiliando na detecção de argilas condutivas e na discriminação entre zonas saturadas e camadas argilosas nos arenitos do Grupo Bauru.

Parâmetros típicos

ParâmetroValor típico
Métodos ofertadosSEV (Schlumberger / Wenner) e imageamento elétrico 2D
Profundidade máxima de investigaçãoAté 200 m (AB/2 = 300 m)
Tensão de injeçãoAté 800 V DC, ajustável conforme contato com o solo
Número de pontos de medida por SEV25 a 35 leituras por década logarítmica
Norma técnica de referênciaABNT NBR 15935:2011 – Investigações geofísicas
Prazo típico de entrega do relatório7 a 10 dias úteis após aquisição em campo

Perguntas e respostas

Quanto custa uma campanha de resistividade elétrica em Uberaba?

O valor de uma Sondagem Elétrica Vertical em Uberaba varia entre R$1.580 e R$2.420, dependendo da profundidade de investigação (AB/2 máximo), do número de SEVs contratadas e da dificuldade de acesso ao terreno. Campanhas com múltiplos pontos ou com imageamento 2D têm custo proporcional ao comprimento do perfil. Emitimos orçamento detalhado após visita técnica ou análise da localização.

Qual a diferença entre SEV e imageamento elétrico?

A SEV investiga a variação vertical da resistividade sob um ponto fixo, gerando um modelo 1D de camadas. Já o imageamento elétrico 2D desloca um arranjo de múltiplos eletrodos ao longo de um perfil, produzindo uma seção contínua do subsolo. Em Uberaba, usamos SEV para locar poços e definir a profundidade do embasamento rochoso; o caminhamento elétrico é mais indicado para detectar variações laterais, como falhas geológicas ou contatos entre basalto e arenito.

Os ensaios de resistividade elétrica são normatizados no Brasil?

Sim. A ABNT NBR 15935:2011 estabelece os procedimentos para investigações geofísicas de superfície, incluindo os métodos elétricos de corrente contínua. Seguimos também as diretrizes da NBR 7117-1:2020 para medição de resistividade com arranjos eletródicos padronizados. Todos os relatórios emitidos por nosso laboratório fazem referência expressa a essas normas e incluem as curvas de campo, o modelo de inversão e a interpretação geológica.

Localização e área de serviço

Atendemos projetos em Uberaba e arredores.

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